Sua empresa ainda roda Windows 10? O risco real de operar sem suporte em 2026

Adriana Michelon • 27 de julho de 2026

O suporte ao Windows 10 acabou e 28% dos PCs ainda rodam o sistema. Veja os riscos para sua empresa e como migrar para o Windows 11 com a Lenanzo Tech.

O fim do suporte ao Windows 10 deixou de ser um aviso no calendário e virou realidade: desde 14 de outubro de 2025, a Microsoft não fornece mais atualizações gratuitas de segurança para o sistema. Mesmo assim, nove meses depois, o Windows 10 ainda roda em cerca de 28% dos desktops Windows no mundo, segundo o StatCounter. Se a sua empresa está nesse grupo, ainda que em parte do parque, cada mês que passa aumenta a exposição a ataques, o custo de manter o cenário atual e o risco de não conformidade. Neste conteúdo, você vai entender o que mudou, quais são os riscos concretos e como estruturar a migração de forma planejada.


Fim do suporte ao Windows 10: o que mudou desde outubro de 2025


Quando um sistema operacional chega ao fim do suporte, ele não para de funcionar, e é justamente isso que cria a falsa sensação de segurança. O que muda é invisível no dia a dia: a Microsoft deixa de corrigir as vulnerabilidades descobertas a partir daquele momento. Sem correções, as brechas se acumulam mês a mês, e cada nova falha divulgada publicamente vira uma porta permanentemente aberta nas máquinas desatualizadas.


Os atacantes conhecem bem essa dinâmica. Sistemas sem suporte se tornam alvos preferenciais do cibercrime, porque exploram falhas que nunca serão corrigidas. Foi esse mecanismo que permitiu o WannaCry em 2017, um dos ransomwares mais destrutivos da história, que se espalhou justamente por máquinas com sistemas desatualizados e chegou a paralisar hospitais inteiros.


O tamanho do problema em números


Ou seja: manter o Windows 10 "funcionando como sempre funcionou" não é uma opção neutra. Ou a empresa paga um valor crescente pelo ESU, ou opera com risco acumulado e crescente.


Os riscos reais de operar sem suporte


  1. Vulnerabilidades sem correção
    Cada falha divulgada após o fim do suporte permanece aberta para sempre nas máquinas Windows 10 sem ESU.
    Software sem patch é um dos principais vetores de entrada de ransomware, segundo a IBM.

  2. Basta uma máquina para comprometer a rede
    O atacante não precisa invadir o servidor: uma única estação desatualizada pode servir de porta de entrada para movimentação lateral até os sistemas críticos. É por isso que "só sobraram alguns computadores antigos" é exatamente o cenário que mais preocupa.

  3. Exposição à LGPD e a auditorias
    Operar sistemas sabidamente sem suporte enfraquece a posição da empresa em auditorias, certificações e, em caso de incidente com dados pessoais, na avaliação da ANPD. Como já mostramos no post sobre
    LGPD e segurança da informação, a conformidade depende de medidas técnicas razoáveis, e manter um SO sem suporte dificilmente passa nesse teste.

  4. Incompatibilidade progressiva
    Com o tempo, navegadores, antivírus, EDR e aplicações de negócio deixam de homologar o Windows 10, degradando a proteção e a produtividade mesmo sem nenhum ataque.

  5. Custo de parada
    Um incidente originado em uma máquina sem suporte tem o mesmo potencial de qualquer outro: parar a operação. E, como detalhamos no post sobre
    o custo real do downtime de TI, essa conta cresce rápido.

ESU: fôlego temporário, não estratégia


O Extended Security Updates é legítimo como ponte, mas foi desenhado pela própria Microsoft para ser transitório: não inclui novas funcionalidades, correções de bugs nem suporte técnico, apenas atualizações de segurança críticas e importantes. Com o custo dobrando ano a ano e o primeiro ciclo corporativo vencendo em outubro de 2026, o ESU faz sentido apenas para dar tempo de executar a migração com qualidade, nunca para adiá-la indefinidamente.


E atenção a um detalhe que pega até quem já migrou: o suporte ao Windows 11 24H2 (edições Home e Pro) termina em 13 de outubro de 2026, segundo o cronograma oficial da Microsoft. Migrar não é um evento único, é adotar um ciclo contínuo de atualização de versões.


Como migrar para o Windows 11 sem parar a operação


Em um ambiente corporativo, o risco é muito maior do que parece, e mais difícil de mapear. Há máquinas fora do radar da TI, aplicações legadas que só rodam em versões específicas, dados e perfis espalhados em discos locais. No computador de casa, migrar do Windows 10 para o Windows 11 é um clique. Na realidade de uma empresa, é um projeto: sem leitura técnica prévia, a atualização pode gerar perda de dados, sistemas críticos incompatíveis e equipes paradas. Ou seja, trocar um risco por outro. Na nossa experiência com projetos de Migração Microsoft, seis frentes separam uma migração tranquila de um projeto travado:


  • Inventário completo do parque: você não migra o que não enxerga. Um inventário automatizado de hardware e software revela quantas máquinas ainda rodam Windows 10, quais atendem aos requisitos do Windows 11 e quais precisam ser substituídas.

  • Leitura técnica de compatibilidade: drivers, periféricos e aplicações legadas avaliados antes de qualquer atualização, com apoio de gestão de vulnerabilidades e observabilidade para priorizar as máquinas que expõem mais risco hoje.

  • Proteção de dados e perfis: backup validado e migração de arquivos, configurações e perfis de usuário, para ninguém perder o ambiente de trabalho.

  • Homologação das aplicações de negócio: ERP, emissores fiscais e sistemas críticos testados no Windows 11 antes da virada.

  • Execução em ondas, com automação: grupos migrados de forma planejada, em janelas que não interrompem a operação e com plano de reversão em cada etapa.

  • Gestão contínua pós-migração: patches e versões em ciclo permanente, para a empresa nunca mais chegar a um fim de suporte no modo emergência.

Descubra quantas portas abertas existem no seu parque


A pergunta que importa não é "o Windows 10 ainda funciona?", e sim "quantas máquinas da minha rede estão acumulando vulnerabilidades agora?". Um diagnóstico de inventário responde isso em dias, com números concretos para levar à diretoria.


É esse projeto completo, do inventário à gestão contínua de patches, que a Lenanzo Tech conduz de ponta a ponta, com a leitura técnica que evita perda de dados e paradas na operação.


 Fale com um especialista da Lenanzo Tech e receba uma avaliação do seu parque de máquinas.


Perguntas frequentes sobre o fim do suporte ao Windows 10


O Windows 10 vai parar de funcionar?

Não. Ele continua ligando normalmente, e é isso que torna o risco silencioso: as vulnerabilidades se acumulam sem nenhum sinal visível para o usuário.


Minha empresa paga o ESU. Está protegida?

Parcialmente e por tempo limitado. O ESU cobre apenas atualizações de segurança críticas e importantes, sem correções de bugs nem suporte técnico, e o custo dobra a cada ano. É uma ponte para a migração, não um destino.


Algumas máquinas não atendem aos requisitos do Windows 11. E agora?

O inventário identifica exatamente quais são. Para elas, as opções são substituição planejada de hardware ou, em casos específicos, isolamento de rede e controles compensatórios enquanto a troca não acontece.


Já migramos tudo para o Windows 11. Podemos esquecer o assunto?

Quase. Verifique a versão: o suporte ao Windows 11 24H2 (Home/Pro) termina em outubro de 2026. Manter um ciclo contínuo de atualização de versões e patches é o que evita repetir o problema.


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